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Sindicatos prometem greve se Itália não proibir demissões

ROMA, 6 AGO (ANSA) – Os maiores sindicatos da Itália ameaçaram convocar uma greve universal se o governo não prorrogar a proibição de demissões até o término do ano.   

A medida entrou em vigor em março, em função da pandemia do novo coronavírus, e está prevista para terminar em 17 de agosto, mas o gabinete do primeiro-ministro Giuseppe Conte já trabalha em um novo decreto para prorrogar o veto.   

A base aliada, no entanto, está dividida entre aqueles que querem proibir demissões até o término de 2020 e aqueles que defendem a prorrogação exclusivamente até 15 de outubro, quando se encerra o estado de emergência no país.   

“Se o governo não prorrogar o bloqueio das demissões até o término de 2020, assumirá toda a responsabilidade pelo risco de um confronto social”, disseram, em uma nota conjunta, a Confederação-Universal Italiana do Trabalho (Cgil), a Confederação Italiana de Sindicatos de Trabalhadores (Cisl) e a União Italiana do Trabalho (UIL).   

Os sindicatos já têm uma sintoma programada para 18 de setembro, mas avaliam transformá-la em “greve universal”, dependendo das “escolhas do governo”. “Quem pensa em antecipar a data [da prorrogação] para o término do estado de emergência demonstra não entender as dinâmicas elementares do mercado de trabalho e não se preocupar com as condições de centenas de milhares de trabalhadores”, acrescentaram as entidades.   

A direção do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, e a ministra do Trabalho, Nunzia Catalfo, do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), defendem a manutenção da proibição até 31 de dezembro, mas há divergências dentro das duas legendas.   

Já o partido de núcleo Itália Viva (IV), do ex-premiê Matteo Renzi, apoia um prazo mais breve. A Confederação-Universal da Indústria Italiana (Confindustria) criticou a eventual prorrogação e disse que a medida “petrifica” a economia do país.   

“É inútil relembrar uma greve universal, principalmente neste momento de gravíssimas dificuldades econômicas e sociais”, afirmou a Confindustria. (ANSA).   

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