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Polícia Social e MP realizam operação ligada ao caso Marielle, diz TV – 30/06/2020 – Cotidiano

A Polícia Social e o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) fazem uma operação hoje contra integrantes do chamado Escritório do Transgressão, milícia com atuação na zona oeste da capital fluminense que se dedica a homicídios por encomenda.

A ação, batizada de Tânatos, numa referência ao ‘Deus da Morte’ na mitologia grega é um desdobramento da investigação sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, segundo a emissora Globonews.

Além de mandados de procura e inquietação, os agentes também cumprem pedidos de prisão de denunciados por imaginar a organização criminosa. Foram presos no início da manhã Leonardo Gouvêa da Silva, vulgo MAD, e Leandro Gouvêa da Silva, espargido uma vez que Tonhão.

Segundo o Ministério Público, a operação é resultante de três denúncias sobre supostos crimes cometidos pelo grupo, que possuía relação com Adriano Magalhães da Nóbrega, espargido uma vez que Capitão Adriano, “que exercia poderoso influência sobre o quadrilha”. Adriano foi morto em fevereiro deste ano durante operação que buscava prendê-lo na Bahia.

Adriano, de pacto com o MP, é assinalado uma vez que mandante do homicídio de Marcelo Diotti da Mata, na noite do dia 14 de março de 2018, mesmo dia em que Marielle e Anderson foram assassinados. Diotti seria visto uma vez que desafeto do grupo, segundo a investigação, e já havia sido recluso por homicídio e exploração de máquinas de caça-níqueis.

O grupo também é assinalado uma vez que responsável da tentativa de homicídio do PM reformado Anderson Cláudio da Silva, o Andinho, e do também PM Natalino dos Santos Rodrigues, em janeiro de 2018, em Bangu. O primeiro não foi atingido pelos disparos e o segundo, apesar de baleado, sobreviveu ao ataque.

“Depois essa data, apurou-se que os denunciados, em diferentes dias, se deslocaram a outros endereços vinculados a Anderson, com o intuito de monitorar sua rotina, em procura de obter triunfo em uma segunda investida criminosa, que veio a ocorrer em 10 de abril do mesmo ano”, informou o Ministério Público.

De pacto com a promotoria, Leonardo exerce a chefia sobre os demais e seu irmão, Leandro, atua uma vez que motorista do grupo, tendo ainda uma vez que tarefa o levantamento, a vigilância e o monitoramento das vítimas.

Outros dois denunciados cumprem funções semelhantes, sendo ainda braços armados: João Luiz da Silva, o Gago, e Anderson de Souza Oliveira, o Mugão, ambos ex-policiais militares.

Manancial

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