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Para o Dia do Asteroide, ESA traz ranking dos sete com maior chance de impacto – Mensageiro Sideral

Eba, Dia do Asteroide! É, eu sei, extravagante comemorar Dia do Asteroide em meio a tanta desgrama. Mas é o que tem para hoje, e a Escritório Espacial Europeia resolveu elencar os sete asteroides conhecidos com maior risco de colisão com a Terreno, só para deixar todo mundo relax.

Antes de passearmos por leste ranking, mas, uma paradinha para explicar o porquê da data. Exatos 112 anos detrás, tivemos o mais perigoso impacto de asteroide da nossa história recente. Aconteceu em Tunguska, na Sibéria, em 30 de junho de 1908, e representou na verdade um imenso golpe de sorte: pouca gente mora na Sibéria.

Naquele dia, um bólido sidéreo rochoso, com talvez um tanto ao volta de 40 metros, adentrou em altíssima velocidade a atmosfera terrestre e explodiu, a 5 a 10 quilômetros de altitude, numa explosão 200 a 600 vezes mais energética que a explosivo atômica lançada contra Hiroshima em 1945. A vaga de choque achatou muro de 80 milhões de árvores em uma extensão de 2.150 km2. Foi mal-parecido. Sobre uma grande cidade, poderia tê-la destruído completamente. Em meio à vastidão da floresta siberiana, fez poucas vítimas humanas (ninguém sabe quantas, mas há relatos de que pelo menos três).

Árvores derrubadas pelo evento de Tunguska, registradas em expedição da Liceu Soviética de Ciências em 1929. (Crédito: Wikipedia Commons)

De toda forma, aviso maior não poderia ter de que asteroides são mesmo um transe. Impactos devastadores são raros, mas acontecem, e, quando vêm, na pior das hipóteses, podem levar a extinções em volume. Um minuto de silêncio pelos dinossauros, desaparecidos há 65 milhões de anos.

Para louvar o nível de consciência sobre o problema, em 2014, a ONU (que alguns malucos por aí confundem com a HYDRA ou com a SPECTRE) proclamou, ao lado de cientistas uma vez que Stephen Hawking, Richard Dawkins, Kip Thorne e Martin Rees (para não falar nos astronautas Jim Lovell e Michael Collins, no cosmonauta Alexei Leonov e no Brian May, que você pode categorizar uma vez que astrofísico ou guitarrista do Queen): todo 30 de junho é Dia do Asteroide.

Manja o aviso que os cientistas vinham dando havia décadas sobre a possibilidade de uma pandemia viral com potencial devastador e ninguém fazia grande coisa a saudação? Logo, o Dia do Asteroide é igual, com a diferença de que ainda dá tempo de fazer alguma coisa. Uma vez que dizia o repórter Arthur C. Clarke, os dinossauros só foram extintos porque não tinham um programa espacial.

E o que podemos fazer? Muito, a primeira secção é monitorar os asteroides. Mapear onde estão todos esses pedregulhos que restaram da formação do Sistema Solar, de onde vêm, para onde vão, e com isso ter um sistema de alerta para o caso de ter lá fora alguma rocha espacial com nosso nome nela.

Pensando em termos da pandemia, é o que fazem os cientistas que avisam coisas do tipo “ó, tem uma doença esquisita cá em Wuhan”, ou “ó, tem essa novidade versão do vírus da gripe suína que parece ter paladar por humanos, melhor permanecer de olho”. Uma vez que temos visto de forma dolorosa em tempos recentes, essa é somente a secção mais simples do problema. Depois é preciso agir de forma coordenada e racional com base no aviso, o que é muito mais complicado. Mas ter um aviso já é um primórdio.

E é daí que vem o ranking dos “sete mais” da ESA. Eles representam uma boa exemplar de nossos esforços para monitorar asteroides e assim evitarmos futuras surpresas desagradáveis.

Sem mais delongas, vamos a eles, da forma uma vez que foram apresentados pela dependência europeia, do menos perigoso para o mais perigoso.

7. 2007 KE4

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Oriente menino cá, uma vez que o nome diz, foi desvelado em 2007. Tem um tanto uma vez que 30 metros de diâmetro, e uma trajectória que dá pinta de que ele foi arremessado do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, sem dó ou piedade, pelo maior dos planetas do Sistema Solar, na nossa direção. Órbitas de asteroides são mais incertas quanto mais o tempo passa, porque pequenas interações gravitacionais pelo caminho já são capazes de modificá-la de formas imprevisíveis. Daí que os cientistas tiram que há 1 chance em 11 milénio de um impacto desse bebê com a Terreno em 2077.

6. 2008 JL3

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Outro bichano na tira dos 30 metros de diâmetro, também numa trajectória alongada que o remete a uma origem no cinturão de asteroides. Nós já vimos ele passar de raspão pela Terreno uma vez, e na próxima visitante, em 2027, ele tem 1 chance em 7.000 de trombar com a gente. Pois é, 2027. Mas também, 1 chance em 7.000. Convém permanecer de olho, mas é pouco provável que ele acabe caindo cá.

5. 2009 JF1

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Menorzinho esse, com 13 metros de diâmetro. Sua trajectória cruza a da Terreno e mergulha Sistema Solar adentro, chegando perto de Mercúrio. Sua chance de impacto com a gente é de 1 em 4.166, mas o tamanho não mete terror. Pode, na pior das hipóteses, suscitar estragos locais.

4. 2011 DU9

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Outro de porte modesto, estimados 16 metros, mas com chance de impacto três vezes maior que seu predecessor: 1 em 1.742. Sua trajectória também remete ao cinturão de asteroides. Ele se aproxima da Terreno a cada 27 anos, e o maior risco de impacto virá em 2046. Seu porte é similar ao do asteroide que caiu em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013.

3. 2000 SG344

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Esse cá já mete mais terror. O diâmetro é estimado em 40 metros, e a trajectória já explica todo o problema. Ele está numa trajetória muito, muito parecida com a da Terreno. Se veio do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter (uma vez que a imensa maioria desses objetos), encontros sucessivos com a Terreno devem ter circularizado sua trajectória, de forma que ele já não visitante mais sua região de origem. Dando uma volta ao volta do Sol a cada 353 dias, ele passa qualquer tempo perto de nós, e muito tempo longe de nós. O tamanho não é de se desprezar, e a chance de uma colisão com nosso planeta é de 1 em 1.183. O tamanho o coloca no naipe “Tunguska”.

2. 2018 VP1

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Cá as probabilidades já começam a jogar contra a gente. Oriente asteroide tem uma chance relativamente subida de trombar com a gente: 1 em 193. Quando? Em novembro deste ano. Sua trajectória parece ter sido moldada por encontros com a Terreno e com Marte, de forma que ele não mais visitante o cinturão de asteroides. E digo mais: quando novembro chegar, não sei você, mas eu vou torcer para desancar! Ele tem somente 2,4 metros, o que nos garantirá um belo espetáculo visual, e material farto para os caçadores de meteoritos, mas não deve oferecer qualquer transe. Sem falar que é muito permitido prever quando um asteroide vai desancar ANTES que aconteça. É sinal de que nosso sistema de alerta está funcionando. Mas não tanto quanto gostaríamos. Até hoje, só previmos com sucesso um impacto antes de suceder em três ocasiões: a primeira foi em 2008, a segunda em 2014 e a terceira em 2018. Só que, em cada um desses anos, houve respectivamente 34, 33 e 38 impactos registrados que não conseguimos prever.

1. 2010 RF12

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Oriente cá é o que lidera a fileira de asteroides com potencial de colisão. Ele foi desvelado ao passar de raspão pela Terreno, em 2010 (quando esteve a menos de um quarto da intervalo até a Lua), e a estimativa de verosimilhança de um horizonte impacto é de 1 em 20, 5%. Mas seus 8 metros de diâmetro não metem muito terror e esse encontro fatídico, se ocorrer, virá só em 2095. Se até lá não tivermos pretérito à segunda lanço da resguardo contra os asteroides, que consiste em termos planos preparados para uma tentativa de deflexão em caso de colisão, pode tirar os olhos.

Esse manobra da ESA de listar os “sete mais” é muito interessante, sobretudo nesta estação em que a covid-19 está forçando a população a entender uma vez que a ciência lida com essas coisas. Muitas vezes, o melhor que ela pode oferecer são estimativas e probabilidades, muito uma vez que estratégias de mitigação. Mas cabe a nós colocarmos em prática o conhecimento que ela gera, com a humildade de quem tateia no escuro do Universo em procura de respostas. Talvez pareça pouco diante dos enormes desafios que a natureza nos impõe. Mas é a única vantagem real que temos com relação aos dinossauros, logo vale a pena apostarmos nossas fichas nela.

BÔNUS: A Semana no Sistema Solar #4

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