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Excesso de petróleo à venda deve gerar consequências não só por governos ou grandes empresas, mas também pela população

(Foto: Reprodução)

As consequências do excesso de petróleo à venda devem ser sentidas não só por governos ou grandes empresas, mas também pela população em geral. Com a queda de braço entre Arábia Saudita e Rússia, o petróleo sofreu uma queda brusca de mais de 20% ontem.

Em entrevista à BandNews FM, o ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo Davi Zylbersztajn, professor do Instituto de Energia da PUC do Rio de Janeiro, explicou que a demanda por petróleo já estava caindo com a busca por outras fontes de energia. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a OPEP, liderada pela Arábia Saudita, tentou um acordo para reduzir a produção, mas os russos não aceitaram.

Para Davi Zylbersztajn, o impacto será maior em países que dependem fortemente da produção de petróleo, como Venezuela, Arábia Saudita e outras nações do Oriente Médio. Mas ele alerta que o Brasil também deve ser impactado:

http://www.bandnewsfm.com.br/wp-content/uploads/2020/03/PETRÓLEO-1003-A-DAVI.mp3

 

Segundo o sócio-fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, o momento é movido por muita especulação e a Petrobrás – diretamente atingida por essas tensões – deve aguardar antes de tomar qualquer decisão.

Adriano Pires avalia que a situação atinge diretamente a ponta da tabela, o consumidor, que é quem paga a conta na bomba de combustível:

http://www.bandnewsfm.com.br/wp-content/uploads/2020/03/PETRÓLEO-1003-B-ADRIANO.mp3

 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a tendência é de queda nos preços nas refinarias.

+ Para o ex-diretor Agência Nacional do Petróleo e professor do Instituto de Economia da Unifersidade Federal do Rio de Janeiro, Helder Queiroz, a instabilidade pode atrasar investimentos, já que petróleo mais barato significa menos faturamento para a Petrobrás e menos royalties pagos a estados e municípios. Dinheiro que seria Fundamental para recuperar a economia do Rio de Janeiro e de outros estados produtores:

http://www.bandnewsfm.com.br/wp-content/uploads/2020/03/PETRÓLEO-1003-C-HELDER.mp3

 

Se os preços se mantiverem baixos, a perspectiva é de redução da inflação. Mas, por outro lado, também deve diminuir o ritmo da economia como um todo, como afirma o economista-chefe Bando Digital Modalmais, Álvaro Bandeira:

http://www.bandnewsfm.com.br/wp-content/uploads/2020/03/PETRÓLEO-1003-D-ALVARO.mp3

 

Ontem, a queda no preço do barril foi a maior desde a guerra do Golfo, em 1991.



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