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Embaixada nega voo de repatriação a 180 colombianos acampados em Guarulhos

Os 180 colombianos acampados desde segunda-feira, 18, no aeroporto de Guarulhos aguardando um voo de repatriação e a embaixada da Colômbia no Brasil entraram em uma situação de impasse. As autoridades do país vizinho se recusam a remunerar um avião para levar seus cidadãos de volta para moradia e os colombianos acampados dizem não ter verba para remunerar o valor sugerido pela embaixada.

Neste sábado, 23, seis dias depois da chegada dos primeiros integrantes do grupo ao aeroporto, a embaixada informou por e-mail que não há previsão de que o governo colombiano vá bancar um voo para o retorno de seus compatriotas.

As autoridades colombianas disseram que já foram realizados três voos (um deles pago por uma dependência de viagem para pessoas que tinham passagens compradas mas não conseguiam embarcar) a partir do Brasil nos quais foram transportados 346 pessoas.

A única opção, hoje, é de fretamento de uma aeroplano cujos custos seriam pagos pelos interessados em tornar ao país. A embaixada diz ainda que a maioria dos 180 colombianos acampados em Guarulhos é residente em São Paulo, tem onde permanecer e não precisaria dormir no aeroporto.

Segundo a negociante Nataly Cruz Perez, 28 anos, espécie de porta-voz do grupo, o valor sugerido pelo governo colombiano foi de US$ 420 por pessoa (muro de R$ 2,3 milénio) mas a maioria dos acampados no aeroporto considera o preço muito eminente.

“Eles têm que dar um preço que a gente possa remunerar. Aí vamos detrás do verba. Se fossem US$ 100 (R$ 553) a gente poderia mas US$ 420 é muito custoso”, disse ela.

O grupo ocupa três recuos do mezanino na extensão de embarque do terminal 2 de Guarulhos. Entre eles há várias crianças. Embora estejam muito organizados, não existem condições mínimas de distanciamento para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

Entre os que residem no Brasil, a maioria perdeu o trabalho. Alguns foram despejados de suas residências por falta de condições de pagamento. A maioria sobrevive de doações de vitualhas feitas por moradores da região, compatriotas que alcançaram melhores condições financeiras e trabalhadores do aeroporto.

A direção do terminal tem oferecido esteio com limpeza e segurança mas ofídio uma solução por secção das autoridades colombianas.

Os colombianos acampados em Guarulhos estão entre os milhares de estrangeiros que tentam deixar o Brasil por temor dos efeitos da crise do coronavírus no Brasil mas encontram dificuldades porquê falta de verba ou fronteiras fechadas noa países vizinhos.

Manancial

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