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DJ Rezz promete hipnotizar público brasileiro no Lollapalooza – 18/02/2020 – Ilustrada

Isabelle Rezazadeh nasceu na Ucrânia, em 1995, de pai iraniano e mãe ucraniana. No início da adolescência, já morava em Niagara Falls, no Canadá. Hoje, aos 24 anos, ela é uma cidadã do mundo que atende pelo nome Rezz. Ou, melhor, REZZ, como quer ser conhecida.

A moça é tão cidadã do mundo que virá ao Brasil para o Lollapalooza 2020. Ela se apresenta no autódromo de Interlagos em 3 de abril, no primeiro dia de festival. Traz na bagagem dance music eletrônica com derivações que vão do techno oitentista de Detroit ao new beat celebrado na cena belga.

Numa conversa com REZZ, fica evidente que participar do Lollapalooza Brasil une duas expectativas fortes da DJ. Primeiro, conhecer o público brasileiro. “Eu só escuto todo mundo dizendo que a plateia brasileira é uma das multidões mais cheias de energia que a gente pode encontrar no planeta. Não vejo a hora de sentir isso pessoalmente.”

Outra motivação é tocar em um festival diversificado, que oferece atrações de outros gêneros além do eletrônico. Certamente muitas das quase 100 mil pessoas que estarão espalhadas por Interlagos no dia 3 de abril podem não ter ouvido falar dela. Mas REZZ encara isso com entusiasmo juvenil.

“Não acho que seja um desafio fora de série. Eu acho excitante me apresentar diante de pessoas que não 

me conhecem. Mal posso esperar para hipnotizar todos com a minha performance.”

Neste momento em que a indústria musical vai aos poucos matando a tradição de lançar álbuns completos, levando os novos artistas a um ritmo forte de sucessivos singles, REZZ vai na contramão. Ela gosta de gravar álbuns. “Mass Manipulation”, de 2017, saiu em CD e vinil. “Certain Kind of Magic”, de 2018, foi editado em vinil, assim como seu EP mais recente, “Beyond the Senses”, gravado no ano passado.

“Eu lanço álbuns porque eu simplesmente faço muitas músicas. Depois de um tempo fico ouvindo e acabo sentindo que algumas têm uma coesão, uma ligação. Aí fica difícil não imaginar pôr as faixas lado a lado num disco.”

Ela afirma que tenta imprimir um conceito a cada álbum, e usa os clipes para isso. Muitos têm elementos visuais recorrentes, com animações quase lisérgicas.

Conhecida como “a rainha do dark techno”, ela é uma adepta dos óculos “hipnóticos”. Nas lentes, espirais coloridas em movimento. O acessório é imprescindível em suas apresentações, e essas espirais aparecem em quase todos os clipes recentes da artista.

REZZ decidiu ser DJ quando tinha 15 anos, influenciada pelo produtor canadense Deadmau5. Depois de lançar o EP “Inssurection” em 2015, pelo selo do produtor e DJ californiano Skrillex, ela assinou contrato justamente com o selo de seu ídolo. “Silence Is Deafening” saiu em 2016 pelo Mau5trap. Nos anos seguintes, os álbuns também saíram dos estúdios de Deadmau5.

Seus lançamentos mais recentes incluem dois singles que arregimentaram fãs que reconhecem batidas old school na música de REZZ. “Hell on Earth” é uma parceria com Yultron, enquanto “Criminals” ela fez com ajuda de Malaa, DJ que se apresenta em público com uma balaclava, touca ninja que esconde sua identidade.

Seus parceiros têm históricos diversos, e REZZ não deseja ser inserida em nenhuma turma. Procura evitar conversas sobre sua condição de jovem DJ numa cena que ainda não abre muito espaço para as garotas. Não quer ser vista como modelo a ser seguido por outras meninas.

Ela admite não conhecer muita coisa sobre a cena eletrônica no Brasil, mas quer nos poucos dias no país fazer uma imersão na produção local. E encara o Lollapalooza como uma boa chance de descobrir novos nomes.

REZZ se apresenta no dia em que as principais atrações do festival são os veteranos do hard rock Guns N’ Roses e a cantora Lana Del Rey, que volta ao Lollapalooza Brasil depois de fazer muito sucesso na edição de 2018.

“Eu estou interessada em assistir às performances de outros artistas, de vários gêneros. Muitos tipos de música me atraem. E certamente terei tempo para fazer isso”, diz REZZ, que deve voltar ao autódromo nos outros dias do evento. “Agora mesmo estou ligada em muita música pop e em bandas alternativas de rock. Estou realmente obcecada por Grimes e Halsey. E não paro de ouvir bandas como Phoenix e Mogwai.”

Para REZZ, é difícil entender a mente de seus fãs. Certamente existe quem escute sua música para relaxar, e quem escute para ficar excitado. 

“Eu quero mesmo é que a galera esteja com a mente totalmente aberta e sinta que está assistindo a uma coisa que nunca viu antes. Tenho muita esperança de usar o Lolla para recrutar alguns novos seguidores do culto da REZZ!”

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