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Caneladas do Vitão: Pelo resgate do amarelo-democracia! – 03/07/2020 – Esporte

Vou comprar uma filete amarela bordada com o nome dela… Alô, povão, agora é fé! O tempo voa, canarinho, voa. Em 1982, aos 5 anos, torci para o Brasil com a amarelinha e para o Corinthians com o uniforme cinza do goleiro Solito. Hoje, publicamente, não usaria o véu do Timão, porque, em “reverência” a cretinos que não entendem a diferença de torcer e distorcer, não revelo o meu time.

E, depois que o amarelo-CBF virou fardamento de criminosos que gritam por mediação miliar, AI-5 e fechamentos do STF e do Congresso, estou na parcela da maioria decente que parou de vestir a camisa da seleção para não ser confundido com o rebanho fascista.

“O verde-amarelo e o hino não são da direita, são do povo brasílico. Temos que parar com essa bobagem de descobrir que o verde-amarelo é deles, que trovar o hino dá vergonha. Não dá, não, senhor. É nosso, é do povo brasílico”, afirma Juca Kfouri, na mesma traço de Adilson Monteiro Alves, diretor da Democracia Corinthiana.

“Eu entrava em campo com uma camisa amarela, o Sócrates usava caneleira amarela, o Casagrande e o Wladimir, alguma coisa amarelo, munhequeira… É importante que todos vistam a mesma camisa da luta pela democracia”, diz Alves.

Juca lembra que a desavença pelo amarelo é anterior ao movimento de Diretas.

“A questão dos símbolos nacionais já se dava em [19]70: torcer contra o Brasil porque a vitória favoreceria a ditadura? Não, nós temos que lutar e não permitir que ninguém roube o que a gente tem de mais íntimo.”

Juca e Adilson me amoleceram. Mas, porquê sou difícil, só me seduzi com o justo argumento de Fafá de Belém: “Lá detrás, os militares conseguiram se apropriar dos símbolos pátrios com muito triunfo, mas não podemos deixar: a camisa da seleção, o verde-amarelo e o hino pertencem ao povo! O Brasil é verde-amarelo, e o povo é democrata”.

Amarelo, ok, estamos juntos. Verdejante? Não tem argumento…

Sócrates: “Se as pessoas não tiverem o poder de proferir as coisas, eu vou proferir por elas. Quando eu era jogador, minhas pernas amplificavam a minha voz”.

Sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, evidente, vem de ZL. É tudo nosso! É nóis na mesa!

Manancial

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