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Atrasos em empréstimos nos EUA significam que bancos não sabem quem merece crédito – 30/06/2020 – Mercado

Os bancos dos Estados Unidos reduziram significativamente seus empréstimos aos consumidores do país, durante a crise do coronavírus. Um dos motivos: eles já não sabem quem merece e quem não merece crédito.

Milhões de norte-americanos estão sem trabalho e atrasados no pagamento de suas dívidas. Mas, em muitos casos, os pagamentos perdidos não estão sendo refletidos em suas classificações de crédito, e não são reportados de maneira uniforme nos relatórios sobre o crédito dos devedores.

A confusão deriva de uma cláusula no pacote governamental de fomento adotado em resposta ao coronavírus. A lei afirma que as instituições financeiras que permitirem que seus devedores atrasem pagamentos não podem reportar esses pagamentos uma vez que atrasados às companhias de classificação de crédito. De 1º de março ao final de maio, os americanos atrasaram o pagamento de mais de 100 milhões de contas, de entendimento com a TransUnion, uma empresa de classificação de crédito, o que representa um sinal de dificuldades financeiras generalizadas.

Esse ponto cego no sistema de classificação de crédito nublou as perspectivas das instituições financeiras. Por anos, o potente consumo e os empréstimos aos consumidores as ajudaram a registrar lucros recorde. Agora a economia está em desordem e elas estão tentando compreender o que vai suceder com toda a dívida que os americanos acumularam em períodos melhores.

As instituições que enfrentam mais dificuldade para mandar que candidatos a empréstimos representam risco maior estão aprovando menos concessões de cartões de crédito, financiamentos de automóveis e outras formas de crédito ao consumidor.

Também estão procurando por novos dados que possam indicar quem está em dificuldade financeira e quanto moeda as empresas precisam manter em suplente para deter empréstimos não pagos. O Federalista Reserve (Fed), o banco mediano dos Estados Unidos, afirmou na semana passada que os maiores bancos americanos poderiam se ver sobrecarregados com até US$ 700 bilhões em perdas com empréstimos, em caso de uma desaceleração econômica prolongada.

“Sem informações precisas, a única opção que as empresas têm é reduzir o crédito”, disse Michael Abbott, diretor da extensão bancária norte-americana na consultoria Acccenture. “Os bancos não sabem quem vai remunerar e quem não vai. É uma vez que um voo cego durante uma tempestade de crédito”.

Os bancos começaram a adotar critérios mais rigorosos para empréstimos em março, quando surgiu a primeira vaga de demissões causadas pelo coronavírus.

Pelo prelúdios de abril, 33% dos bancos que responderam à pesquisa sobre crédito do Fed informaram ter proeminente seu patamar mínimo de classificação de crédito para a licença de cartões de crédito, nos três meses anteriores, perante 14%, em janeiro. Os bancos respondentes adotaram critérios de empréstimo mais rigorosos para todas as categorias de crédito cobertas pela pesquisa.

O número de empréstimos concedidos caiu, uma vez que resultado tanto dos critérios mais rigorosos quanto de um declínio na demanda pelos consumidores. Na semana encerrada em 10 de maio, a estimativa é que 79 milénio empréstimos pessoais tenham sido concedidos, perante 226 milénio na semana encerrada em 22 de março, de entendimento com a Equifax. Os financiamentos e o leasing de automóveis caíram a 266 milénio no mesmo período, perante 390 milénio. A licença de cartões de crédito para propósitos gerais caiu a 483 milénio, perante 856 milénio. Em 2019, o volume semanal de concessões de cartões de crédito novos raramente caiu inferior de 1,2 milhão.

As instituições de empréstimo solicitaram que as companhias de classificação de crédito removessem os nomes de devedores com pagamentos em demora das listas de pessoas a quem cartões de crédito e outras formas de empréstimo são oferecidas, de entendimento com pessoas informadas sobre o tema. Tapume de 74 milhões de solicitações de cartões de crédito foram enviadas em maio, perante 316 milhões em fevereiro, de entendimento com a Mintel Comperemedia. As solicitações de empréstimos pessoal enviadas caíram pela metade, para 84 milhões, no mesmo período.

“Os bancos estão estudando com muito desvelo os seus modelos de licença de crédito, para mandar se eles precisam ser ajustados de forma a incluir o risco latente”, disse Rob Strand, economista sênior da Associação de Executivos Financeiros Americanos.

Antes da pandemia, atrasos autorizados nos pagamentos não eram grande problema para os bancos. Eles aconteciam raramente nas formas mais comuns de dívida de consumidores e usualmente se confinavam a áreas atingidas por desastres naturais.

Agora, o número de consumidores que têm pagamentos atrasados, ou estão envolvidos em outras formas de postergação de pagamentos, é espantosamente cimeira nos Estados Unidos, o que leva os bancos a questionar se as classificações e relatórios de crédito dos quais dependem há décadas refletem fielmente o nível real de risco apresentado pelos solicitantes de crédito.

As instituições de empréstimo estão registrando esse tipo de informação nos relatórios de crédito dos devedores de maneiras diferentes. Pagamentos que antes eram registrados uma vez que ou “em dia” ou “atrasados” agora estão sendo deixados sem registro, por algumas instituições. Outras estão usando códigos que indicam que os devedores estão em demora mas que isso foi autorizado. Ainda outras vêm recorrendo aos códigos usados em caso de desastres naturais.

Aliás, as instituições de crédito não têm uma vez que diferenciar se o devedor está enfrentando dificuldades financeiras ou simplesmente decidiu aproveitar a opção de demora autorizado nos pagamentos durante a crise.

Os códigos usados em caso de desastres naturais ou atrasos autorizados “foram criados para situações realmente agudas”, disse Curt Miller, vice-presidente de soluções de risco de crédito na TransUnion. “Se você observa o que aconteceu, a situação é tão ampla e os problemas tão generalizados que não existe coisa alguma no sistema projetada para acomodar, digamos, 100 milhões de contas sob esse status”.

As instituições de crédito estão em procura de dados que as ajudem a compreender que solicitantes de empréstimo são apostas seguras e quem provavelmente encontrará problemas financeiros.

Elas também estão considerando dados sobre o desemprego – por exemplo registros de celulares que mostram visitas a repartições de assistência aos desempregados ou depósitos de benefícios – que possam ajudá-las a compreender uma vez que contabilizar futuros prejuízos com empréstimos, de entendimento com algumas pessoas familiarizadas com as discussões dos emprestadores a saudação. Alguns bancos estão revisando o fluxo de caixa nas contas correntes a término de ter uma teoria mais precisa sobre o risco que suas carteiras de empréstimos podem acoitar, disseram essas fontes.

As companhias de classificação de crédito estão discutindo com as instituições de empréstimo sobre dados adicionais que poderiam ajudar a identificar riscos ocultos. As conversações também envolvem uma vez que mandar candidatos que ficam inferior das notas de golpe para crédito mas apresentam boa verosimilhança de remunerar seus empréstimos.

A Fair Isaac, criadora da classificação de crédito FICO, amplamente utilizada, está desenvolvendo um índice que aparecerá ao lado da classificação de crédito do devedor e informará as instituições de crédito sobre a verosimilhança de que a pessoa resista muito às dificuldades financeiras durante o período de desaceleração.

“Isso dará [às instituições] um filtro suplementar para saber uma vez que uma pessoa lidará com uma dificuldade financeira”, disse Will Lansing, presidente-executivo da Fair Isaac. “O aumento no número de pessoas aprovadas será maior que o do número de pessoas rejeitadas”.

A Equifax informou que mais instituições de empréstimo estão solicitando informações sobre uma vez que os consumidores estão administrando suas contas bancárias, e para mandar se eles estão pagando em dia contas que não são computadas para suas classificações de crédito, a término de ajudar a mandar se créditos para eles devem ou não ser aprovados. (As instituições de empréstimo precisam do consentimento dos candidatos a crédito para obter essas informações.)

A Experian está vendendo a instituições de empréstimo um recurso de planejamento de cenários que usa dados econômicos em nível metropolitano, uma vez que índices de desemprego e de dívidas domiciliares, que podem ajudar as instituições a prever seu nível de prejuízo com empréstimos.

A TransUnion começou recentemente a vender dados que ajudam as instituições de crédito a mandar se os consumidores foram afetados pela pandemia, entre os quais dados sobre pessoas que receberam autorização para postergar pagamentos e outras formas de assistência. Essas informações não podem ser usadas para negar crédito a alguém.

O coronavírus “tirou dos trilhos os modelos existentes”, disse Miller, da TransUnion.

The Wall Street Journal, tradução de Paulo Migliacci

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