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A grande interrupção continua – 30/06/2020 – Martin Wolf

A atualização de junho das “Perspectivas Econômicas Mundiais” do FMI (Fundo Monetário Internacional) não é um documento animador. Mas contém um item que pode melhorar os ânimos: o segundo trimestre de 2020 provavelmente será o ponto mais plebeu da crise econômica criada pela Covid-19. Caso isso se confirme, o duelo passa a ser uma vez que produzir a melhor recuperação.

A redução nas projeções que o FMI tinha apresentado em abril é grande, com previsão de uma contração de 4,9% na economia mundial oriente ano, perante os 3% negativos previstos em abril. A projeção de prolongamento para o ano que vem é de 5,4%. Porquê resultado, a produção mundial deve ultrapassar ligeiramente o totalidade de 2019, em 2021. Ainda assim, no quarto trimestre de 2021, o Resultado Interno Bruto (PIB) dos países de subida renda ainda estaria inferior do nível do primeiro trimestre de 2019. E a produção também ficaria 5% inferior dos níveis que as tendências de prolongamento anteriores à Covid-19 apontavam.

Estamos vivendo um momento que o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na {sigla} em inglês), definiu em seu mais recente relatório anual uma vez que “uma paragem súbita mundial”. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirma que, internacionalmente, o declínio das horas trabalhadas no segundo trimestre será o equivalente a um incisão mundial de mais de 300 milhões de postos de trabalho de período integral.

O FMI enfatiza corretamente as seguintes incertezas: a duração da pandemia e a adoção de novas medidas nacionais ou locais de lockdown; a graduação do distanciamento social adotado; a capacidade dos trabalhadores afetados pela crise de encontrar empregos seguros; o impacto em longo prazo do fechamento de empresas e do desemprego; a dimensão da reconfiguração das cadeias de suprimento; o dano provável à intermediação financeira; e a dimensão dos futuros deslocamentos que surgirão nos mercados financeiros.

A resposta necessária das autoridades, em termos de políticas econômicas, não tem precedentes em tempos de sossego. O FMI prevê que a dívida dos governos subirá em 19 pontos percentuais, com relação ao PIB, oriente ano. As políticas adotadas pelos bancos centrais foram também impactantes.

O espeque das autoridades fiscais e monetárias foi revolucionário em sua natureza, outrossim. Os governos emergiram uma vez que instâncias seguradoras de último recurso. Os bancos centrais foram muito além de suas responsabilidades bancárias. Quando necessário, eles assumiram a responsabilidade por todo o sistema financeiro. De veste, com suas intervenções, entre as quais arranjos de “swap” com outros bancos centrais, o Fed assumiu a responsabilidade por boa secção do sistema financeiro mundial.

Tempos desesperados requerem medidas desesperadas. Sob a gestão de Agustín Carstens, velho presidente do banco meão mexicano, o BIS endossa as ações dos bancos centrais, uma vez que deveria. Seu relatório explica que os bancos centrais têm dois objetivos: “Prevenir danos em longo prazo à economia, ao prometer que o sistema financeiro continue a funcionar” e “restaurar a crédito e oferecer sustentação aos dispêndios privados”.

Não chegamos ao termo das grandes intervenções. Podemos não ter chegado nem ao termo do prelúdios. Grandes incertezas ainda nos aguardam. Mas, uma vez que apontou recentemente a presidente do Banco Meão Europeu (BCE), Christine Lagarde, citando Abraham Lincoln, “a melhor maneira de prever o porvir é criá-lo”.

Assim, de que maneira devemos produzir o porvir que desejaríamos, com o mínimo verosímil de danos e a mais poderoso recuperação factível, de forma a produzir um porvir economicamente sustentável? Essa é a tarefa que os líderes mundiais deveriam estar abordando agora.

Para o porvir súbito, o duelo importante continua a ser minimizar os danos à saúde e à economia causados pela Covid-19. Para atingir esse objetivo, a cooperação continua a ser forçoso.

Isso será mormente importante para os países em desenvolvimento e de mercado emergente, que ainda necessitam de ajuda suculento. O FMI já chegou a acordos para programas de assistência a 72 países, em dois meses. No entanto, a despeito da melhora nos mercados financeiros, refrigério de dívidas e assistência solene suplementar serão necessários, nos próximos meses e quase certamente nos próximos anos.

Com o termo das medidas de lockdown e a recuperação das economias, também será forçoso mudar políticas de forma a promover a recuperação, e é vitalmente necessário evitar o erro cometido depois da crise financeira de 2008, quando a transição das medidas de espeque rumo à consolidação fiscal e aperto monetário foi abrupta demais. Políticas monetárias e fiscais agressivas continuarão a ser necessárias a termo de recolocar os recursos ociosos em uso, e para reorientar economias em direção a novas atividades.

A novidade economia na qual emergiremos será —e deveria mesmo ser— dissemelhante da que existia no pretérito. Ela precisará tirar vantagem da atual revolução tecnológica rumo ao virtual, que deixa para trás a regular interação física. Também precisará propiciar um porvir melhor às pessoas que foram atingidas de forma mais severa. Será necessário correr a transição na direção de uma economia mais sustentável.

Ao tomar medidas de espeque à demanda, as autoridades econômicas podem tornar essas transições muito mais fáceis. Sim, existem alguns riscos em agir dessa maneira. Mas eles são muito menores do que os estragos políticos e econômicos que seriam causados por uma novidade rodada de medidas de austeridade custeadas pelos beneficiários dos gastos públicos. Desta vez, as coisas precisam ser diferentes.

Supra de tudo, o governo está de volta, assim uma vez que o libido de conhecimento. Os políticos que são inimigos da teoria de governo conseguiram transformar seus próprios fracassos em argumento: quem confiaria em um governo dirigido dessa maneira? Mas qualquer pessoa que tenha olhos é capaz de ver que as coisas não precisam ser assim. O contraste entre a Alemanha de Angela Merkel e os Estados Unidos de Donald Trump ou o Reino Uno de Boris Johnson é gritante demais.

Talvez esse sinistro traga um mercê: descobriremos que não só o governo está de volta uma vez que que a demanda por governos sensatos, dirigidos por pessoas competentes, também voltou. Isso não faria com que uma calamidade uma vez que que a que temos agora fosse bem-vinda. Mas crises também precisam ser aproveitadas. Os seres humanos são capazes de aprender com experiências dolorosas. Que o façamos.

Tradução de Paulo Migliacci

Manadeira

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