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Potente na Câmara, centrão patina no Senado uma vez que conjunto de esteio a Bolsonaro – 26/09/2020 – Poder

Pilar de sustentação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas articulações na Câmara dos Deputados, o conjunto de partidos sabido uma vez que centrão não tem conseguido deixar sua do dedo nas negociações no Senado.

Embora possua menos parlamentares que a Câmara —81 contra 513, o que, em tese, poderia facilitar as negociações—, o Senado impõe aos partidos do centrão uma forma dissemelhante de atuação em relação à Vivenda ao lado.

“O centrão não tem vez no Senado. Cá temos um trato dissemelhante”, afirma o senador Wellington Fagundes (PL-MT), que se identifica uma vez que um coligado governista.

Formado por representantes de PP, PSD, PSC, PL, PTB, Solidariedade, PROS e Avante, o centrão tem patinado na tentativa de negociar em conjunto no Senado propostas em prol do governo.

Nem mesmo o presidente pátrio do PP, senador Ciro Nogueira (PI), serpente dos senadores posicionamentos em resguardo do governo, segundo relatam seus colegas de legenda. Procurado pela Folha, Nogueira não se manifestou sobre o tema.

“Ele [Ciro] não tenta nem colocar a rédea no Senado. A primeira pessoa que me disse que cada um cá é um partido foi ele. Ele [Ciro] sabe que no Senado é dissemelhante”, diz o senador Esperidião Amin (PP-SC).

Um dos mais recentes exemplos de uma vez que o centrão não atua em conjunto na Vivenda se deu na votação do novo CBT (Código Brasiliano de Trânsito).

Relatado por Nogueira, o projeto de iniciativa do governo sofreu alterações acatadas pelo próprio coligado, a termo de prometer que fosse votado no plenário do Senado. Com isso, a proposta teve de voltar para a Câmara, atrasando os planos do governo de implementação.

“No Senado, o poder de sedução do governo tem de ter muito mais racionalidade por motivo da experiência das pessoas, uma vez que indivíduos que somos. No Senado, o nosso posicionamento pessoal tem peso”, diz Amin.

Para a senadora Kátia Abreu (PP-TO), a força dos senadores nas negociações faz com que o governo respeite a individualidade de cada parlamentar, sem que imponha um conjunto político uma vez que testa de ferro nas negociações.

Kátia Abreu, por exemplo, costuma discutir projetos de interesses das suas bases políticas diretamente com os representantes do governo, sem interferência do partido. “No Senado só tem cacique, não tem índio, não. Ninguém dá satisfação, todo mundo vota do jeito que quer, de consonância com as suas convicções.”

Além da resistência dos parlamentares, o centrão enfrenta no Senado lacunas na representatividade das forças governistas. PTB e Solidariedade não têm representantes na Vivenda.

Já o PL, que na Câmara tem 41 deputados, no Senado tem unicamente dois parlamentares. Outro exemplo é o PSC, que tem nove deputados federais e unicamente um senador.

Já o PSD, que na Câmara tem 33 deputados, tem a segunda maior bancada do Senado, com 12 parlamentares. Mesmo assim, os senadores também não se consideram sob o aval das orientações do centrão. Embora vote muitas vezes alinhados, os senadores do partido não seguem o grupo de legendas.

Para o líder da legenda na Vivenda, Otto Alencar (BA), a vocábulo entre os senadores é independência. “Reverência os deputados porque eles se alinham no centrão. Eles fazem quase uma profissão de fé, mas eu não faria isso. Cá [no Senado] somos independentes, não tem rédea cá”, afirma.

Natividade

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