Fatos Fatos famosos Fatos recentes

Mercado tinha excesso de otimismo e depressão global está próxima, diz BlackRock – 14/05/2020 – Mercado

Para o presidente da BlackRock, Larry Fink, a maior gestora de fundos de investimentos global, o mercado financeiro reagiu com excesso de otimismo quanto ao coronavírus em um primeiro momento.

“Em Davos, todo mundo falava do novo vírus em relação a China, e não ao mundo. Todo mundo ignorou o vestuário. Até que entendemos que a Covid-19 era altamente contagiosa e fronteiras estavam abertas em todo o mundo. Aí é que está o problema. Começamos a ter a percepção real em fevereiro. Olhando para trás, houve otimismo excessivo”, disse Fink, em transmissão ao vivo do Santander, comandada pelo presidente do banco Sérgio Rial, nesta quinta-feira (14).​

O Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, aconteceu em janeiro, mês em que a China começava a identificar o novo vírus.

“Estamos muito próximos de uma depressão global”, afirma Fink. De convenção com o FMI (Fundo Monetário Internacional), a economia global vai tolerar retração de 3% em 2020, a maior desde a crise de 1929, e a recuperação deve manar somente no ano que vem, ainda de forma parcial e bastante incerta.​

Segundo Fink, é necessário que os governos criem um programa de aceleração no setor de infraestrutura para gerar empregos, com maior segmento do investimento vindo do capital privado.

Quanto ao Brasil, ele vê uma oportunidade de investimento de longo prazo com o real desvalorizado, que torna o país mais barato a estrangeiros. No ano, o real perde 45% do seu valor diante de o dólar, cotado a R$ 5,82​.

“Em um momento, o real foi visto porquê muito valorizado e o estrangeiro saiu do Brasil. A vizinha Argentina também não ajuda”, disse.

A Argentina tem uma dívida bruta de mais de US$ 300 bilhões. Para o FMI, a quem o país deve US$ 44 bilhões, a dívida argentina é insustentável e credores privados precisarão dar uma taxa significativa para que o país se restabeleça.

Fink também diz que uma reabertura da economia em meio à pandemia de coronavírus pode ser benéfica com a retomada das atividades e lucro de anticorpos pela população, mas virá acompanhada de uma subida taxa de mortalidade.

“Se nós vamos reabrir e retomar as atividades, temos que esperar altas taxas dessa doença, saberemos mais sobre isso em três meses, e talvez seja bom ter boa segmento da população desenvolvendo anticorpos”,

“Com essa reabertura, terá uma subida taxa de mortalidade. E a questão é porquê a sociedade vai velejar nessa mistura entre pragmatismo, rombo da economia, em que 99% da população vai estar muito.

Teremos uma economia mais dinâmica —esperamos uma retomada de 99% da economia—, mas porquê a gente convive com isso quando a gente sabe que teremos uma subida taxa de mortandade?”, completou.

Nos Estados Unidos, estados começam a retomar atividades mesmo com a curva de casos ainda acentuada e uma taxa de mortalidade de 6%. São mais de 1,4 milhão de casos e 85 milénio óbitos no país, que representam muro de 30% das mortes em todo o mundo, segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA), que monitora dados da pandemia.

“Vimos nos EUA que muitas pessoas tiveram coronavírus e nem sabiam. Eu diria que a taxa de mortalidade é de 0,5%”, disse Fink.

​Segundo ele, caso os EUA tenham uma segunda vaga de contaminação, o país precisará de um segundo pacote de incentivo para a economia. O governo americano implementou um pacote de muro de US$ 3 trilhões de ajuda a famílias, pequenas empresas e hospitais.

Manancial

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *