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Governo aumenta salários, e policiais desmobilizam protestos na Argentina – 10/09/2020 – Mundo

Depois de quatro dias, o protesto da polícia da província de Buenos Aires se dissipou na tarde desta quinta-feira (10), com o proclamação do governador Axel Kicillof de que haveria um aumento de salário e compras de equipamentos —atendendo assim a segmento das reivindicações.

Na quarta-feira (9), os policiais chegaram a rodear, armados, a residência solene de Olivos, onde vive o presidente Alberto Fernández. Também realizaram atos em outros pontos da região metropolitana de Buenos Aires.

A decisão do governo pátrio, porém, de autorizar Kicillof a oferecer esse aumento, ocorre com uma contrapartida: a de que a verba usada para o favor fosse transferida da cidade de Buenos Aires (que tem status de província) à província. Trata-se de 1% dos repasses nacionais à capital federalista, que agora irão à província.

No início da noite desta quinta, o dirigente do Executivo da cidade, Horacio Rodríguez Larreta, anunciou que levará o caso à Justiça, porque defende que a transferência dos recursos é inconstitucional.

O caso reativou as fricções entre peronistas (governo pátrio e da província) e macristas (governo municipal), que voltaram a trocar críticas por meio de parlamentares e comunicados nas redes sociais.

Em seu proclamação, na manhã de quinta, Kicillof disse que nenhum solene que participou dos atos seria punido e pediu que as forças voltassem às ruas para não deixar a população desprotegida.

Logo em seguida suas declarações, grupos de policiais organizaram assembleias em vários pontos da cidade, uma vez que não possuem uma liderança única e, por lei, não podem se sindicalizar.

Um dos porta-vozes dos grupos, Carlos Agustín Fernández, afirmou que as tropas voltariam ao trabalho, mas que as outras reivindicações deveriam ser ouvidas.

Entre elas, está a equiparação dos salários dos oficiais da província com relação aos da capital, e também que tenham recta ao mesmo projecto de saúde.

Até a reivindicação, o salário dos policiais era de 37 milénio pesos (R$ 2.633). Kicillof anunciou que, num primeiro momento, segmento da tropa passaria a receber 44 milénio pesos (R$ 3.131) e logo haveria um cronograma para que todos tivessem o salário reajustado. Porém, não foram estabelecidos prazos, e a categoria espera maiores detalhes.

Também foi anunciada a contratação de novos oficiais, a orifício de hospitais que atenderão exclusivamente os agentes e a melhoria da manutenção de armas e uniformes.

Um dos locais que ainda tem manifestações é Adrogué, onde grupos de policiais permaneciam reunidos até a noite, tocando bumbos e bloqueando ruas. Ali, havia também um rodízio de oficiais que subiam em um sege para discursar usando um alto-falante.

Em La Matanza, foco principal dos protestos, a situação havia se tranquilizado no início da noite.

Outra demanda dos policiais é a repúdio do ministro de segurança, Sergio Berni, a quem eles acusam de utilizar a força pública para propaganda pessoal e de se opor ao reajuste de salários.

Kicillof não fez mencionou a possibilidade de Berni deixar o incumbência. Tanto Kicillof quanto o ministro são protegidos políticos da vice-presidente Cristina Kirchner.

Por término, os policiais pedem que o aumento seja maior para gratificar as horas extras que estão fazendo para prometer o cumprimento das medidas de quarentena, o que os impede de fazer “bicos” em empresas de segurança —prática que lhes permitia complementar a renda.

O pedido de Rodríguez Larreta para que a transferência de verbas da cidade para a província de Buenos Aires seja revista será apresentado à Incisão Suprema, afirmou ele em pronunciamento na noite desta quinta.

Larreta diz ter sido avisado por Fernández da retirada da verba por meio de mensagem de WhatsApp.

“Vamos à Incisão em resguardo de nosso recta de preservar os recursos da cidade”, afirmou.

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