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Exonerado da Morada Social por uso de avião da FAB ganha missão no Meio Envolvente – 16/09/2020 – Poder

Exonerado do posto de secretário-executivo da Morada Social em janeiro deste ano em seguida usar um jato da FAB (Força Aérea Brasileira) para uma viagem exclusiva para a Índia, José Vicente Santini ganhou um missão no Ministério do Meio Envolvente.

Com um salário de R$ 13.623,39, Santini será assessor peculiar do ministro Ricardo Salles. A portaria com a nomeação foi publicada no “Quotidiano Solene da União” desta quarta-feira (16).

Santini foi exonerado por ter utilizado uma avião solene com somente três passageiros (ele e duas assessoras) para voar de Davos (Suíça), onde participava do Fórum Econômico Mundial, para a Índia, onde o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cumpria agenda.

O secretário representava o logo titular da Morada Social, Onyx Lorenzoni, que estava em férias.

À quadra, Bolsonaro classificou o incidente uma vez que “inadmissível”, mas disse que o uso da avião não é “ilícito” mas “obsceno”.

Já naquela quadra, ao expressar que Santini deixaria o posto, o presidente não havia excluído a possibilidade de ele ocupar outras funções no governo federalista.

Santini é formado em recta pela Universidade Católica de Brasília e tem mestrado e doutorado pela UniCeuB.

Antes de ser o número dois da Morada Social, ele assumiu a Subchefia de Séquito e Monitoramento, onde acompanhou casos uma vez que o sinistro de Brumadinho (MG).

Ele chegou ao governo com respaldo da família Bolsonaro por ter amizade desde a puerícia com os filhos do presidente.

Assumiu o missão de secretário-executivo quando o velho ocupante do posto, Abraham Weintraub, foi indicado para ser ministro da Instrução, em abril de 2019.

Santini conheceu a família Bolsonaro dos círculos de militares por ser rebento de general do Tropa.

Desde que entrou para o governo, costumava fazer publicações em redes sociais com filhos do presidente, uma vez que o deputado Eduardo (PSL-SP) e o senador Flávio (Republicanos-RJ), além de trocarem mensagens em tom laudativo um ao outro.

Antes de assumir missão público, era sócio de um escritório de advocacia em Brasília. Em seu currículo público, disponível em suas redes sociais, Santini diz ter trabalhado entre 2007 e 2012 no Ministério da Resguardo com assuntos ligados a privatizações e aviação social.

Em março, Bolsonaro publicou decreto restringindo o uso de voos da FAB por autoridades.

Natividade

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