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Com natalício na UTI, enfermeira idosa superou Covid-19 depois 3 internações – 03/05/2020 – Estabilidade e Saúde

A gerente de enfermagem Rita Katayama, 62, lidera uma equipe de mais de 700 funcionários na risca de frente do combate ao novo coronavírus em um hospital privado em São Caetano, na Grande São Paulo. Há quase 40 anos na profissão, ela não cogitou, nem por um minuto, se distanciar do hospital mesmo sendo segmento do grupo de risco —à idade, soma-se o roupa de ser hipertensa e ter colesterol tá.

“Senti um chamado, eu não poderia despovoar o paquete. [O vírus] Estava deixando a equipe assustada. Às vezes os pacientes estão conversando e, de repente, têm um desconforto e de repente são entubados. Porquê líder eu quis permanecer, cada vez que eu passava pelos andares eu falava: ‘Essa é nossa profissão, somos os soldados nesta guerra'”, diz.

Todo desvelo nesta guerra, porém, pode não ser o suficiente: dona Rita virou paciente de sua própria equipe quando contraiu o novo coronavírus. Com subida e em mansão desde o último dia 27, ela ainda sente os resquícios da Covid-19 —a entrevista, feita por telefone, teve de ser adiada algumas horas pois a enfermeira acordou com baixa saturação de oxigênio e taquicárdica.

Quando sentiu uma dor súbita em seu corpo, no início do mês, a teoria de que estaria infectada não passou pela sua cabeça. “Falei para o meu diretor que eu finalmente iria fazer home office porque não me sentia muito e ele falou para eu ir ao hospital fazer teste. Aí que minha ficha caiu”, lembra.

Com pulmão recta assaltado, ela foi diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva e iniciou um período de idas e vindas ao hospital que duraria muro de três semanas, com recta a ter de passar seu natalício internada.

Depois seis dias, ela recebeu subida exclusivamente para voltar dois dias depois. Dona Rita estava em mansão quando começou a sentir uma intensa falta de ar, ”porquê se estivesse me afogando”, e quando olhou para o espelho viu que seus lábios estavam arroxeados, assim porquê a ponta de seus dedos e pés. Ela, que foi levada às pressas pelo seu marido de volta ao hospital, conta que não achou que fosse chegar viva.

Novamente na UTI, dona Rita lembra da solidão, mas também do carinho recebido, o que ela diz ter feito toda a diferença. “Eu estava na minha mansão, entre as pessoas que eu mesma contratei e que gostavam de mim”, diz.

Afeto que ficou evidente na surpresa que ganhou de seus funcionários: recebeu balões coloridos, cartazes e um vídeo dos profissionais cantando “Ressuscita-me”, da cantora e pastora evangélica Aline Barros.

Devido ao tá risco de contágio, toda a equipe de saúde toma medidas de segurança que incluem o uso de máscaras o tempo inteiro. Os rostos ficam cobertos, quase identificáveis. “Eu reconhecia [os profissionais] pela voz, mas pensava nos outros pacientes e reforçava com a equipe a valimento do desvelo emocional”, diz.

“Eu mentalizava Deus entrando no meu quarto…”, diz. Depois uma pausa, continua com a voz emocionada: “Eu só pensava que não podia morrer, tenho pais idosos, oito irmãos, lembrava dos meus filhos e do meu marido. Eu tinha que trespassar dali”.

Depois mais sete dias, dona Rita voltou para mansão, mas aquela ainda não seria a sua última passagem pelo hospital. Três dias depois, ela começou a sentir dor intensa no abdômen e foi internada com diagnóstico de uma hepatite trans bacteriana. O tempo, desta vez, foi menor. Ela foi liberada depois três noites e saiu sob aplausos de seus colegas.

Quando questionada se ela não se arrependia de não ter seguido as recomendações de se distanciar do hospital, dona Rita não parece ter mudado de opinião. “Esta é a profissão que eu senhor e me sinto realizada”, diz.

Com quase quatro décadas de experiência, ela é enfática ao expressar que a Covid-19 não é uma doença qualquer e reforça a valimento de tomar todos os cuidados possíveis de prevenção. “Não dá para remunerar para ver porque pode custar uma vida.”

“Ela mata e põe os profissionais mais experientes em pânico”, continua. A gerente de enfermagem, que já pegou malária durante um trabalho voluntário na Costa do Marfim, conta que a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti não causou nem metade do terror que ela passou com a Covid-19. “As duas vezes em que voltei ao hospital achei que não voltaria para mansão.”

Dona Rita vê o que faz porquê uma missão e, embora ainda esteja um pouco debilitada, já pensa em maneiras de voltar o mais rápido provável para comandar sua equipe.

Manancial

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