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Colapso do petróleo pode colocar mais pressão em emergentes, em próprio México

As notícias pioraram para alguns mercados emergentes nas últimas horas. Com o colapso dos preços do petróleo, cresceu a pressão sobre as moedas e a situação fiscal de países porquê Brasil e Rússia. Porém, dos países emergentes produtores de commodities, o que mais preocupa os analistas é o México.

Os mercados emergentes fora da China tiveram fluxos de saída em março que superaram os da crise financeira global de 2008, uma vez que os investidores fugiram de ativos mais arriscados em meio à incerteza criada pela pandemia de coronavírus. As moedas recuaram. Esses fatores pressionaram muito esses mercados, que já estavam enfrentando um propagação lento, níveis crescentes de dívida e recursos limitados para enfrentar a covid-19.

A urgência de fomento fiscal sobrecarregou significativamente as contas públicas, levando o que a economista global do Bank of America, Aditya Bhave, descreveu em uma nota aos clientes porquê um aumento “impensável” dos déficits.

Em nota aos clientes na terça-feira, Chris Senyek, da Wolfe Research, destacou a dívida do mercado emergente porquê o topo da lista de preocupações com crédito. Ele lembra que, neste caso, o Federalista Reserve tem capacidade limitada de intervir.

Drama mexicano

Entre os mercados emergentes, Senyek disse estar mais preocupado com o México, citando o possante declínio do peso, o impacto da queda nos preços do petróleo no orçamento do governo e a possante conexão com a economia americana, que provavelmente está em recessão.

As moedas dos mercados emergentes caíram murado de 30% em alguns casos – geralmente um desenvolvimento inflacionário. Mas a baixa demanda e a queda acentuada dos preços do petróleo são desinflacionárias, dando aos banqueiros centrais dos mercados emergentes espaço para trinchar taxas para níveis recordes, lembrou Jon Harrison, diretor-gerente de mercados emergentes da TS Lombard.

Por enquanto, o propagação lento e os crescentes déficits fiscais significam uma deterioração da dinâmica da dívida em relação ao PIB, com moedas mais fracas exacerbando o risco. E nessa frente, o México está entre os piores colocados, diz Harrison. Ele espera que o PIB mexicano contraia em até 12% leste ano.

O México também é motivo de preocupação para outros analistas. As saídas de carteira na primeira quinzena de abril dos mercados emergentes parecem ter minguado e outras fontes de capital, porquê investimento estrangeiro direto e fluxos do setor bancário, parecem ser mais resilientes. Mas há uma exceção: a dívida soberana mexicana, segundo o economista de mercado da Capital Economics, Edward Glossop. Para ele, o inferior interesse em títulos do país se deve à “resposta fraca” do governo à crise e ao temor de injeção de capital na Pemex.

Oportunidade

Por outro lado, os analistas lembram que o colapso dos preços do petróleo é uma boa notícia para importadores porquê Índia e China. E mesmo as perspectivas entre os produtores de commodities mais atingidos não são claras.

Segundo o economista para o Brasil da TS Lombard, Wilson Ferrarezi, o real provavelmente ficará sob pressão, se houver o entendimento da piora fiscal com a queda do petróleo, mormente pela urgência de socorro de Estados dependentes de royalties, porquê o Rio de Janeiro. Mas há um vislumbre de boas notícias, de pacto com ele: uma moeda fraca torna as exportações agrícolas brasileiras muito mais competitivas.

De maneira mais ampla, oferecido o estresse e o aperto nas condições financeiras globais, os bancos centrais de mercados emergentes podem seguir em direção à flexibilização quantitativa, no estilo dos países desenvolvidos.

Existem, no entanto, grandes diferenças: os países desenvolvidos lançaram o relaxamento quantitativo (QE, na {sigla} em inglês) somente depois de atingirem o limite mais inferior das taxas de juros, enquanto os mercados emergentes começaram com taxas reais supra de zero, escreve Bhave, do BofA. Por justificação disso, o comentador diz que os investidores podem perder a fé nos mercados emergentes porquê uma classe de ativos.

No entanto, lembra o comentador do BofA, se houver segurança dos operadores com os títulos desses países, a procura pelos rendimentos deles pode diminuir os juros de emergentes sem grandes perdas cambiais, criando um cenário favorável a essas economias. (Dow Jones Newswires)

Manancial

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