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Cães fazem ‘terapia’ após destruir carro zero km e apresentar comportamento de carência | Tocantins


Comportamentos destrutivos, ciúmes, carência, agressividade. São vários os distúrbios emocionais identificados nos animais de estimação. E quando isso acontece, o que fazer? Os cães da servidora pública Solange Bitterbier, moradora de Palmas, tiveram que passar por sessões de terapia. A cadelinha Xer já destruiu o carro zero km da família e o Benny tinha muita carência e não conseguia ficar sozinho em casa.

“O problema do Benny é que ele não queria ficar em casa por conta da carência. Ele chorava muito, chegou a desenvolver dores, precisou tomar medicamentos por conta da necessidade de estar sempre perto de mim. A Xer, nós passamos na concessionária, pegamos o carro zero e passamos na clínica e adotamos a Xer. Isso foi à tarde. No outro dia pela manhã, a Xer tinha comido todo o assoalho do carro. Ela tinha arrancado todas as borrachinhas do carro, foi um desespero, uma frustração imensa”, relata.

Mas essa não foi a única vez que eles aprontaram. Solange conta que a Xer tinha costume de roer coisas e um comportamento de agressividade. Destruía sapatos, roupas e outros objetos.

A servidora pública teve que conviver por muitos anos desse jeito, tendo que lidar com as mais diversas situações. Até que um dia ela descobriu que era possível mudar.

Os cães Xer e Benny fizeram terapia comportamental — Foto: Reprodução/TV Anhanguera Os cães Xer e Benny fizeram terapia comportamental — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Os cães Xer e Benny fizeram terapia comportamental — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A veterinária comportamental Ana Lehmann entrou na história para dar uma grande ajuda. O trabalho é como uma terapia para cães. “No caso da Xer, a gente mostrou para ela os locais que ela pode expressar o comportamento de roer, que é um comportamento natural. É um problema de comportamento para o tutor, mas para ela não. Ela precisa expressar esse comportamento porque gera dopamina nos animais, prazer, satisfação. E o Benny, a gente utilizou de estratégias para ensinar a ele a ter uma independência porque devido ao histórico dele, o fato de ele ter sido resgatado, ele tem uma necessidade de ficar próximo da tutora”.

A veterinária conta que distúrbios emocionais nos pets existem, embora seja novidade para muitos tutores. “Os distúrbios de comportamento são de origem emocional. A gente tem o medo, fobia, ansiedade. Para a gente identificar a causa, precisamos conhecer o histórico do pet porque há alguns características que vêm da história do animal, o que ele passou, histórias ligadas à infância e questões ambientais, fisiológicas e de relação com o ambiente e o tutor”.

Depois das sessões, os cães mudaram de comportamento. A Solange conta que a relação com os pets ficou mais tranquila.

“Hoje o Benny não tem mais problemas de ficar em casa sozinho, lógico que eu enriqueci o ambiente como a profissional me orientou. A Xer não rói mais as minhas coisas, ela sabe que tem que roer o ossinho dela. Investindo na qualidade de vida deles, eu investi na minha qualidade de vida. Hoje eu tenho muito mais paz, um relacionamento melhor com eles, é outra vida”, conta a servidora pública.



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